
Deus, se tu existisses, terias vergonha da violência deste mundo que criaste!
De novo cito Borges:
"A ideia de um deus sábio, todo-poderoso e que além disso, nos ama, é uma das criações mais audazes da literatura fantástica. Apesar disso, preferia que a ideia de Deus pertencesse à literatura realista".
A minha Bíblia está de há muito guardada, bem junto dos livros do Asimov, Ray Bradbury, P. Dick, e tantos outros escritores de FC que na minha juventude admirei.
Como Borges, também eu gostava de transferir a Biblia para junto da Sibila da Agustina Bessa Luís.
Mas em verdade vos digo que acho que nunca o irei fazer.
Mesmo depois de ler o livro que agora comprei "A modern man looking for a soul" de Jung.

1 comentário:
olá Oscar, estive a ler atentamente e também gostei. para mim, deus é um sentimento que nasce, vive e morre conosco. talvez por que não tem cotação na bolsa, Ele ande tanto pelas ruas da amargura e o Seu nome possa parecer obsceno, mas é preciso que essa ideia exista quanto mais nao seja pelo sentido ascencional que impõe à vida. eu acredito na sua existencia quem mais poderia ter criado tudo isto? depois também acredito no livre arbitrio, temos varios caminhos, a escolha é nossa e para a esmagadora maioria, o mal é muito mais apelativo.
eu nasci assim, espiritual mas muito pouco ou nada religiosa precisamente por causa do mau uso que se faz dele. quanto à violencia, pois bem, ela resulta principalmente dessa falta de sentido ascencional que a vida deveria ter e também do culto do ter em detrimento do ser.
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