domingo, abril 15, 2007

Aproveitar o tempo


Olho para os anos que tenho, para o tempo que já passou e para o tempo que me resta e concluo que devo aproveitá-lo bem.
Faço minhas as palavras de alguém: “Sinto-me como aquele menino a quem deram um cesto de pêssegos. Os primeiros, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucos, passa a roer os caroços”.
Não quero entrar em projectos em que se sabe à partida que a eficácia é nula e o objectivo inalcançável, mas onde todos se calam, porque precisam de ganhar dinheiro.
Já não tenho tempo para projectos megalómanos.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades, nem gabarolices.
Não quero perder tempo a redigir relatórios que são súmulas de relatórios anteriores.
Já não tenho tempo para debater vírgulas.
Já não tenho tempo para ouvir novos músicos - eles que me perdoem- mas prefiro voltar a ouvir os velhos.
Não quero perder tempo a explicar porque gosto de jazz. Gosto, e ponto final!
Com poucos pêssegos no meu cesto, quero ler um bom livro no sítio mais bonito de Lisboa, quero entender porque razão Shumann indicou pianíssimo no último compasso de Traumerei, quero ver os anéis de Saturno no telescopio.
Mas sobretudo quero fazer música com os amigos, quero escrever e conversar com pessoas interessantes que com humildade confessam saber muito pouco, mas que, apesar disso, é o suficiente para me inspirar novos pontos de vista.
Caminhar ao lado delas nunca será perda de tempo !!!

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