
LIVROS LIDOS NAS FÉRIAS
"A Missão" de Ferreira de Castro.
França. Inicio da Segunda Grande Guerra. Os frades de uma Missão discutem se deve ser pintada no telhado a palavra Missão que os porá a salvo dos eventuais ataques da aviação alemã. Se isso for feito, uma fábrica na proximidade cujo edifício é igual ao da Missão, tornar-se-á por exclusão facilmente identificável. Nela trabalham mais de trezentos operários e a questão moral que se coloca é esta: deverão os frades salvar a pele à custa da vida dos 300 operários? Para o trabalho de Deus, a vida de um frade vale mais que a vida de um operário? Uns acham que sim, outros que não.
Não havendo acordo, decidem colocar ao bispo que superintende na Missão. A resposta tarda, mas acaba por chegar por carta: pinte-se a palavra. O Superior da Missão, que no início era a favor da decisão de pintar, foi progressivamente mudando de opinião, e, cheio de dúvidas sobre a justeza da decisão do bispo, não transmite logo aos restantes frades a decisão superior. A dúvida permanece na mente do Superior. Salvar as vidas dos operários implica o pecado da desobediência.
Com o avanço das tropas nazis, a decisão acaba por se tornar irrelevante: Não há bombardeamentos e os alemães acabam por ocupar a Missão com a infantaria.
Finalmente, um jovem tenente alemão faz a vistoria às instalações e informa os frades que o comando alemão tenciona instalar-se no edifício pelo que dá a ordem: “Pinte-se a palavra Missão no telhado! Os ingleses um dia vão querer bombardear a região…”
"A Missão" de Ferreira de Castro.
França. Inicio da Segunda Grande Guerra. Os frades de uma Missão discutem se deve ser pintada no telhado a palavra Missão que os porá a salvo dos eventuais ataques da aviação alemã. Se isso for feito, uma fábrica na proximidade cujo edifício é igual ao da Missão, tornar-se-á por exclusão facilmente identificável. Nela trabalham mais de trezentos operários e a questão moral que se coloca é esta: deverão os frades salvar a pele à custa da vida dos 300 operários? Para o trabalho de Deus, a vida de um frade vale mais que a vida de um operário? Uns acham que sim, outros que não.
Não havendo acordo, decidem colocar ao bispo que superintende na Missão. A resposta tarda, mas acaba por chegar por carta: pinte-se a palavra. O Superior da Missão, que no início era a favor da decisão de pintar, foi progressivamente mudando de opinião, e, cheio de dúvidas sobre a justeza da decisão do bispo, não transmite logo aos restantes frades a decisão superior. A dúvida permanece na mente do Superior. Salvar as vidas dos operários implica o pecado da desobediência.
Com o avanço das tropas nazis, a decisão acaba por se tornar irrelevante: Não há bombardeamentos e os alemães acabam por ocupar a Missão com a infantaria.
Finalmente, um jovem tenente alemão faz a vistoria às instalações e informa os frades que o comando alemão tenciona instalar-se no edifício pelo que dá a ordem: “Pinte-se a palavra Missão no telhado! Os ingleses um dia vão querer bombardear a região…”
Para reflectir: o papel das religiões na história, o conflito entre segurança e a solidariedade, as dúvidas de fé (quando se é honesto...), as ironias do destino...mas sobretudo um livro bem escrito.

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