
LIVROS LIDOS NAS FÉRIAS
"A Criação do Mundo" de Jean d'Ormesson
Quatro amigos passam férias juntos, todos os anos, numa ilha do Mediterrâneo. Um deles, trouxe desta vez um manuscrito que lhe enviou um certo Simon Laquedem, paleógrafo e arquivista. O texto é intrigante. Os quatro amigos decidem ler, todos os dias, algumas páginas. A opinião dos quatro oscila entre o cepticismo, a desconfiança, a indiferença, a descoberta.
No seu livro, Simon Laquedam transmite uma mensagem de Deus à humanidade. Cheio de auto-ironia e consciente do seu próprio desaparecimento, Deus discorre, com humor, sobre a génese do universo, a matéria e a luz, o acaso e a necessidade, as dramaturgias do amor, do sexo, da ambição e do conhecimento. Deus explica no texto que o mal é indispensável: “Por vontade minha, e para que eles pudessem ser livres, o mal instalou-se entre mim e os homens… A Moralidade não é o meu forte”
No seu livro, Simon Laquedam transmite uma mensagem de Deus à humanidade. Cheio de auto-ironia e consciente do seu próprio desaparecimento, Deus discorre, com humor, sobre a génese do universo, a matéria e a luz, o acaso e a necessidade, as dramaturgias do amor, do sexo, da ambição e do conhecimento. Deus explica no texto que o mal é indispensável: “Por vontade minha, e para que eles pudessem ser livres, o mal instalou-se entre mim e os homens… A Moralidade não é o meu forte”
E discorre sobre o espaço e o tempo:
“A eternidade não é um tempo interminável: é a ausência de tempo”.
“O tudo e o nada confundem-se”
“A eternidade não é um tempo interminável: é a ausência de tempo”.
“O tudo e o nada confundem-se”
“O espaço será a forma do vosso poder. Mas o tempo…Ah o tempo, porque tem a minha marca, porque é o reflexo mutável da minha eternidade, será a forma da vossa impotência”
Numa excelente entrevista que Jean d'Ormesson deu a Carlos Vaz Marques no programa "Pessoal e Transmissível" fiquei a saber que ele é membro da academia francesa, e confessa-se agnóstico.

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