Eu, Consumidor esquizofrénico
No Largo de Sapadores abriu recentemente uma pequena loja de venda de produtos regionais. Na minha opinião, a loja está mal situada, nas traseiras do mercado, onde, salvo quem se dirige para a paragem de táxis, não passa ninguém.
Mas, porque entendo dever premiar o empreendorismo, fui lá depois de almoço, com a intenção de comprar uma morcela de arroz de Seia, e mel da Serra da Gardunha.
A dona (ou será empregada?...) do estabelecimento estava a atender uma senhora Cliente que tinha um problema complicado, pelo que fui directamente tirar os produtos da prateleira e coloquei-me junto à caixa registadora, em atitude aguardante.
A dona (ou será empregada?...) ignorou-me totalmente e resolveu fazer um telefonema para tirar dúvidas sobre o problema complicado que a senhora Cliente tinha.
Voltei a pôr o mel da Gardunha e a morcela de arroz de Seia na prateleira e saí.
Passei pela Farmácia do Monte e resolvi ver como estava o colesterol. Tirei uma senha, e coloquei-me a meio da sala em atitude aguardante.
A jovem farmaceutica tirava dúvidas a uma senhora Cliente. A outra empregada (ou será a dona Drª Farmaceutica?...) estava no outro extremo do balcão fazendo uma administrativa escrituração, pelo que me ignorou completamente.
As dúvidas arrastavam-se. (" ...a embalagem azul é pediátrica?...") Ofereci a minha senha a uma outra senhora Cliente que acabara de entrar e zarpei.
Sou normalmente muito tolerante para com as pessoas, mas completamente intransigente com os "fornecedores"!
Será esquizofrenia?
quarta-feira, dezembro 03, 2008
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